Francisco de Assis Belard Júnior

(Paquito Belard)

D. Francisco de Assis Belard Júnior (Paquito Belard) (1850-1892), c. 1885

Fotografia de c. 1885?. Colecção D. Sofia Ramos Belard, in Jorge Forjaz, "Genealogias de São Tomé e Príncipe - Subsídios", 2011

N. S. Tomé (Conceição) 6/2/1850, filho de D. Francisco de Assis Velarde y Romero (Belard) (1823-1892) e de sua 1ª mulher D. Mariana Urbana de Senna Freitas (1828-antes 1865)

B. 20/12/1851

F. Lisboa (Santa Isabel) 22/9/1892 (ou 22/12/1892, segundo o registo na secretaria do cemitério dos Prazeres, Lisboa), «ficando a viúva de esperanças» (segundo o registo de óbito)

Está sepultado em Lisboa, no Cemitério dos Prazeres, no jazigo da família Belard mandado construir em 1897 por sua madrasta D. Amélia Muller de Albuquerque y Castro (1847-1921)

Era conhecido na família por "Paquito" Belard, o diminutivo de Francisco em espanhol (ou melhor, diminutivo de Paco, que por sua vez é diminutivo de Francisco), o que mostra que mesmo depois de várias décadas em Portugal o pai ainda mantinha hábitos linguísticos do castelhano.

Casou 1ª vez em Lisboa (Madalena) a 17/12/1873 com D. Adelaide Muller de Albuquerque y Castro (1856-?), filha de António Muller Jr. e de sua 2ª mulher D. Maria José (e portanto irmã de sua madrasta D. Amélia Muller de Albuquerque y Castro (1847-1921)), de quem teve:


Casou 2ª vez c. 1890? com D. Sofia Adelaide Pino (1872- ), sua sobrinha por afinidade (por ser filha de D. Sofia Carolina Muller de Albuquerque y Castro, irmã de D. Adelaide, sua 1ª mulher, e de D. Amélia, sua madrasta...).

Não há informações de descendência deste casamento; Paquito Belard morreu cerca de dois anos depois de casar, aos 42 anos, e embora o registo de óbito indique que D. Sofia Adelaide estaria grávida quando enviuvou não há notícia de a criança ter nascido.


Foi proprietário e agricultor em São Tomé e Príncipe, presidente da Câmara Municipal do Príncipe (1886) e sócio da Sociedade de Geografia de Lisboa (1887).


Francisco de Assis Belard Júnior em S. Tomé

Paquito Belard em S. Tomé. As duas raparigas que o acompanham não estão identificadas, mas a da esquerda parece-me ser D. Adelaide Muller, irmã de sua madrasta D. Amélia, com quem ele veio a casar em 1873, e se assim for talvez a rapariga da direita seja a outra irmã Muller, D. Sofia, que veio a ser a sogra de Paquito Belard no 2º casamento...
Reprodução de uma fotografia de c. 1870. Colecção Luís Belard da Fonseca